Colesterol Não Faz Mal, A Inflamação Faz

Meu irmão adora falar que tudo relacionado a Fitness* é muito complicado, que as informações estão sempre mudando.

*Fitness compreende sua aptidão física perante a qualquer situação ou meio ambiente, seja ao ter que se proteger em uma situação de emergência, erguer um carro para salvar alguém, pular muros para fugir de algum ex enfurecido ou, resistir as guloseimas das festas de fim de ano.

Infelizmente parece ser verdade, basta uma pesquisa simples e logo iremos encontrar estudos que se diferem em resultados alcançados. Vale lembrar porém, que todo estudo é dependente de um patrocínio e é muito difícil ter certeza de que os mesmos são conduzidos com total imparcialidade, sem que atendam os interesses de um determinado idealizador ou empreiteira.


Como um indivíduo bem cético e ainda assim na figura de educador físico, continuo a alimentar a Nilogia de estimular práticas que remontem aos nossos extintos naturais antes de tudo. Quando isso se refere a colesterol, acaba sendo consequentemente, um convite a uma alimentação mais rica em gorduras e proteínas e consequentemente mais baixa em carboidratos, afinal de contas, nossos tatatatataravós, não tinham acesso a pãezinhos integrais, óleos, iogurte, sorvete, fast food, bolos, suco, cerveja ou qualquer outra dessas guloseimas oferecidas em nosso Fantástico Mundo de Supermercado.

Então proponho uma explicação simples em relação  ao colesterol, levando em conta apenas o que as evidências científicas, em geral concordam, deixando de lado o conflito se gordura é boa ou ruim, considerando apenas o concreto, ou pelo menos o que temos até hoje.

O colesterol é uma das substâncias mais importantes de nosso corpo, sem ele, não existiríamos. Nosso cérebro e o sistema nervoso está cheio dele, as paredes de nossas células dependem de colesterol, quase todos os nossos hormônios são feitos de colesterol. O colesterol é tão, mas tão importante, que quase todas as células de nosso corpo são capazes de produzi-lo se for preciso.


A respeito do colesterol, é provável que já tenha ouvido que se você tem muito LDL, ele se acumula nas suas artérias e as torna estreitas (por isso o chamamos de colesterol ruim), mas se estivermos com sorte, o HDL (o colesterol bom), pega o LDL e o leva embora.

Acontece porém, que de fato o LDL e HDL não são colesterol, e sim proteínas de transporte responsáveis por carregar o colesterol (gordura) através do sangue, basta ver a tradução:  

HDL - High Density Lipoprotein: Lipoproteína de Alta Densidade
LDL - Low Density Lipoprotein: Lipoproteínas de Baixa Densidade

*Lipo pois transportam gordura, se transportassem açúcar por exemplo, seriam glico.

O LDL leva o colesterol do fígado para as artérias e tecidos, já o HDL leva o colesterol velho de volta para o fígado, onde ele pode ser reciclado.


E apesar de sua reputação ruim, o LDL também não é ruim, na verdade ele é nosso amiguinho!

Quando as artérias se tornam danificadas ou inflamadas, o LDL faz exatamente o que deveria fazer, ele traz colesterol para ajudar no processo de cicatrização. Existem dois tipos de LDL:

Tipo A: Partículas maiores
Tipo B: Partículas menores

Quando ocorrem essas inflamações, o LDL do tipo B, menorzinho, aos poucos penetra na parede das artérias, onde o colesterol se acumula, o HDL, que é grande e não passa pela parede, não consegue resgatá-lo, assim como faz com o LDL do Tipo A. Esse LDL do tipo B, formado por partículas menores não consegue retornar e dá início a formação de placas, e pronto! Agora temos uma doença cardíaca em formação.

Conclusão: Não é o colesterol alto que causa doença cardíaca. É a inflamação que a causa doença cardíaca.

O problema existe apenas se você se sujeita a processos inflamatórios.

As placas que se formam do acúmulo de colesterol são sintomas, a causa da inflamação é uma variante que pode incluir entre outras possibilidades o estresse, disfunção hormonal, acúmulo de pesos, sedentarismo, uso de medicamentos, noites mal dormidas, cansaço extremo, cigarro, alimentação rica em açúcares, consumo desequilibrado de gorduras de um determinado tipo, principalmente os diversos óleos vegetais, exaustão de algum órgão específico, etc.

Se você é saudável, e quer HDL mais alto, e não se preocupar com LDL, a última coisa que precisa é de uma dieta pobre em gorduras.

Comer, equilibrando diferentes fontes de gordura, como nozes, castanhas, sementes, incluindo também a gordura animal é tanto uma necessidade, quanto comer proteínas e carboidratos de qualidade.

Solução: Menos exames de sangue, menos blá blá blá, menos idas ao médico e mais mudanças de hábitos que nos levem a resultados: Uma vida mais ativa, menor retenção de gordura corporal, aumento de massa magra e tecido ósseo, menos remédios e vacinas. Mais alimentação a base de folhas, plantas, verduras, legumes (carnes, peixe, frango, leite e ovos) da melhor qualidade possível, preferencialmente orgânicos, com menos ou nenhuma adição de conservantes e aditivos. É bom para você, é bom para o planeta.