Comer Gordura Para Perder Gordura & Desventuras do Carboidrato


ATENÇÃO: ESSA PUBLICAÇÃO NÃO TRATA DE HÁBITOS ALIMENTARES RELACIONADOS AO CONSUMO ZERO DE CARBOIDRATOS; EXPRESSA APENAS A OPINIÃO DO AUTOR E SUA EXPERIÊNCIA CONSUMINDO MENOS CARBOIDRATOS.

Dia desses fui questionado por que meu prato tinha apenas folhas e carne, e se eu não comeria carboidrato.

Daí veio um fato interessante, já parou para pensar que há alguns anos atrás palavras como carboidrato, proteína, glicose não faziam parte de nosso vocabulário comum?

Os tempos são outros; a cada dia temos mais acesso à informação, obesidade da mesma, e ainda que muito do que possamos encontrar se contradiga, seja falso ou sem comprovação, e/ou seja inútil, uma coisa é certa: Hoje o indivíduo comum está mais inteirado sobre saúde, corpo humano, alimentação, ciência do exercício do que há anos atrás.

E mesmo que os blogs não sejam fontes confiáveis para substituir o auxílio de um profissional, eles podem sim vir a lhe ajudar, assim como oferecer pontos de partida, gerar reflexão e busca por novas estratégias que talvez aquele mesmo especialista, estudioso, cientista, médico, professor que você tem por perto talvez não tenha tido a chance de lhe oferecer.


Um desses temas é a visão que temos a respeito das gorduras, proteínas e carboidratos.

Algo como: "Gordura engorda, você precisa de carboidrato se não morre e proteína demais acaba com os rins".

Dogmas, amigos. Precisamos acabar com eles, levar em conta, que qualquer que seja o artigo científico utilizado como base, seja qual for o órgão patrocinador, tempo de duração do estudo, condições e pessoas utilizadas como base, ainda assim, eles não são o suficientes para afirmar que isso ou aquilo é realmente bom para você especificamente.

Lembre-se: Você é único, por isso, além de pesquisas, consulta com um especialista na área que você precisa, observe, teste e experimente, é um direito seu.

Foi assim que despertei meu interesse por Nutrição e Educação Física, e foi assim também que me identifiquei com uma dieta baixa em alimentos industrializados, prática de jejum, uso de cosméticos naturais, menos álcool, nada de cigarros ou drogas, vida sem televisão e mais livros, casa sem sofá, banho gelado e... Menos carboidratos, mais proteína e gordura.

Mas vamos às evidências...

Sim! Existem evidências científicas que apontam que uma dieta baixa em carboidratos para boa parte da população (tanto para os praticantes de alguma atividade física, assim como a maioria sedentária) tende a ter efeitos positivos tanto para o sistema nervoso, como para recomposição corporal (menos gordura, maior densidade óssea e massa magra, os "muquinhos").


E daí vai o senso comum também...

Você não precisa ir longe para saber que nosso corpo é o mesmo há no mínimo dez mil anos. Pense em tudo o que mudou até aqui. Enquanto nossos antepassados faziam 10-12 horas de atividade física ao dia, se preocupando inteiramente com a sobrevivência, nossa uma hora ou duas de academia, "treinão", funcional, corrida, futebol, surfe de fim de semana, não é o suficiente para justificar a quantidade de carboidratos que a maioria ingere.

Os carboidratos são açúcares e representam a fonte preferida de energia de nosso corpo, a glicose.

Existe no entanto um porém, relacionado ao fato de nosso corpo ser muito adaptável: açúcar de menos, o corpo tem que se virar (veremos a seguir), açúcar de mais = aumento de reserva de energia = togordatogordo.

Acontece, mas tem solução...

O simples fato de cortar alimentos processados, refinados e industrializados ao máximo já é o suficiente para diminuir boa parte dos carboidratos que consumimos e ter resultados excelentes.

De sobra e até mais importante, cortamos de tabela, os conservantes, adição de sal, açúcar, corantes, e outros produtos químicos.

Quando esse fato chegou até mim há mais ou menos oito anos, logo quis experimentar. Não só li e continuo lendo tudo o que se faz disponível em relação ao assunto, assim como experimentei a estratégia e motivei muitos a minha volta a realizarem pequenas mudanças: entre eles minha mãe, professores, clientes de treinamento físico, amigos e familiares.

E o resultado para os que experimentam tende a ser positivo. Menos fome, mais disposição, maior hidratação, força, entusiasmo, e claro, mudanças desejáveis no corpo.

Mas como uma dieta com menos carboidratos refinados e industrializados, promove tudo isso?

Lembram que os carboidratos são açúcares e que o açúcar é a opção preferida pelo nosso corpo?

Ao privarmos o corpo do consumo de açúcares em excesso, o corpo se adapta a uma maior produção de glicose (açúcar) através de proteínas e gorduras, o que como consequência, parece nos livrar de gordura acumulada no corpo com maior eficácia.

Vale lembrar que ao cortar arroz, pão, macarrão, sucos, doces, massas, álcool, farinhas, batata frita, você não zera carboidratos. As opções não processadas, como frutas, verduras, batatas, legumes, castanhas, sementes e grãos também fornecem esse nutriente, por isso, nada de pensar que é impossível ou que não dá e outras desculpas.


No entanto, o consumo das mesmas em excesso também dificulta os benefícios citados anteriormente.

Estimular o corpo a ser mais eficaz no aproveitamento de gorduras e proteínas é um processo que não acontece de um dia para o outro. Eu por exemplo, lembro de ter demorado uns 12-14 dias para começar a me sentir realmente bem e sentir diferenças na pele, forma física, cabelo, sono, disposição, libido e concentração.

Também não é um processo que precisamos seguir para a vida toda...

Carboidratos não são inimigos, apenas poderíamos cortar boa parte do consumo e viver com mais qualidade e menos moleza.

Quando sugiro o consumo de proteínas e gorduras me refiro às de qualidade: cortes magros de carne, peixe, frango, castanhas, nozes, sementes, abacate, óleo de coco, coco, manteiga clarificada, de garrafa, ovos. (tudo preferencialmente orgânico).

E claro, se estiver com vontade, conviver com limitação financeira, e/ou não tiver outra opção, caia sim para dentro da carne da feijoada, da carne ensopada, estrogonofe, frango frito, carne moída de segunda, ovo frito, etc. Sugiro porém que experimente comer esses ingredientes sem arroz, batata palha, litros de molho, pão, azeite em excesso, e outros adendos.

O fato de não ter acesso às opções que gostaríamos sempre, não quer dizer que ao comer alimentos mais gordurosos, refinados, ou industrializados precisamos jogar tudo para o alto.

Força. Experimente Você Mesmo.